Operação NXIVM investiga exploração sexual de adolescentes na região de Niterói

Operação combate exploração sexual de adolescentes no RJ

Uma força-tarefa da Polícia Civil deflagrou a Operação NXIVM para desarticular um esquema criminoso de violência e exploração sexual infantojuvenil no estado do Rio de Janeiro. Ao todo, a Justiça expediu dez mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, com ações concentradas nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá.

Cumprimento de mandados e prisões

Durante as diligências realizadas nesta quarta-feira (28), oito ordens judiciais de prisão foram executadas pelos agentes. O balanço policial esclarece que um dos alvos já se encontrava encarcerado desde julho, totalizando sete novas capturas no dia da operação. As buscas continuam para localizar os demais foragidos.

A ofensiva foi liderada pela 74ª DP (Alcântara), contando com o apoio tático de diversas delegacias distritais e especializadas, além da participação direta da Corregedoria da Polícia Militar.

Origem das denúncias e perfil dos suspeitos

A apuração teve início a partir de um relato de agressão ocorrido no bairro de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, em meados deste ano. O caso se desdobrou em uma apuração mais ampla após a perícia técnica extrair informações e mídias de aparelhos eletrônicos apreendidos.

O inquérito reúne indícios de práticas como estupro, tortura e ameaça, além do uso de filmagens de abusos para chantagear e coagir as vítimas.

Entre as pessoas investigadas constam um policial militar e indivíduos ligados a equipes de assessoria parlamentar. A polícia busca esclarecer se cargos públicos ou recursos institucionais foram utilizados para facilitar os crimes. As autoridades reforçam que tais vínculos de trabalho não implicam, por si sós, a cumplicidade de gabinetes políticos ou de parlamentares, e todos os suspeitos terão garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Proteção integral e identificação de novas vítimas

Além de reunir provas para individualizar a conduta de cada acusado, os investigadores atuam para localizar outras possíveis jovens aliciadas pelo grupo. A Polícia Civil mantém sob sigilo a identidade de todas as vítimas, priorizando o suporte psicossocial aos familiares e a preservação das garantias fundamentais das adolescentes ao longo do processo judicial.