Quem precisou cruzar a baía em direção ao Rio de Janeiro enfrentou um cenário caótico entre a noite de segunda-feira (26) e a manhã de terça-feira (27). Dois acidentes registrados em um intervalo inferior a dez horas geraram bloqueios na pista e deixaram o trânsito lento, com reflexos diretos nas principais vias de ligação entre as duas cidades.
Carga espalhada e bloqueio durante a madrugada
O primeiro episódio ocorreu na noite de segunda-feira, no trecho do Vão Central. Um caminhão que sofreu uma pane mecânica acabou sendo atingido na traseira por outro veículo de carga pesada. Com a força do impacto, a carreta tombou e espalhou dezenas de caixas de bananas pela rodovia, exigindo a interdição completa da via durante a madrugada.
Equipes da concessionária Ecovias Ponte trabalharam na remoção dos veículos e na varrição do asfalto ao longo da madrugada, conseguindo liberar o fluxo antes do amanhecer de terça-feira.
Nova batida complicou o horário de pico
Apesar da liberação das pistas, a tranquilidade durou pouco. Por volta das 7h45 de terça-feira, dois carros de passeio colidiram na altura da Ilha do Mocanguê, nas proximidades do pórtico 20. O incidente exigiu o bloqueio temporário de uma das faixas de rolamento.
Embora o trecho tenha sido totalmente liberado às 8h02, o tempo estimado de deslocamento em direção ao Rio chegou a bater 28 minutos, gerando retenções imediatas para os motoristas.
Reflexos nos acessos e desafios na infraestrutura
As paralisações consecutivas sobrecarregaram as vias urbanas de Niterói. Pontos cruciais como a Avenida Jansen de Melo e as ruas da região central registraram longos congestionamentos, prejudicando linhas de ônibus e o deslocamento de milhares de trabalhadores.
Embora a travessia funcione sem interdições programadas para esta quarta-feira, a sequência de ocorrências reforça a vulnerabilidade do trajeto. Por ser a única conexão rodoviária direta entre as capitais fluminense e niteroiense, incidentes que envolvem veículos quebrados exigem cada vez mais rigor na sinalização de emergência, agilidade na limpeza e fiscalizações preventivas eficazes para evitar colisões traseiras.

