O deslocamento dos motoristas que deixaram Niterói em direção ao Rio de Janeiro foi marcado por retenções na manhã desta terça-feira, dia 6. O aumento no volume de veículos sobrecarregou importantes corredores viários do município, exigindo paciência de quem precisou acessar a via expressa.
Tempo de travessia e principais pontos de lentidão
No sentido Rio, a Ponte Rio-Niterói operou com fluxo moderado e lentidão concentrada antes da Grande Reta, fazendo com que o percurso total levasse cerca de 21 minutos. Em contrapartida, os motoristas que seguiam no sentido inverso, rumo a Niterói, encontraram pista livre e travessia normalizada em torno de 13 minutos.
A Avenida do Contorno se destacou novamente como um dos pontos mais críticos da manhã. O trecho que dá acesso à estrutura registrou filas intensas, embora as retenções em direção ao Centro tenham apresentado alívio gradual com o avançar das horas. Na Zona Sul, a Avenida Roberto Silveira também sofreu com lentidão, sobretudo na aproximação da subida para o Túnel Raul Veiga. Já na Zona Norte, a Alameda São Boaventura operou de forma atípica, mantendo bom fluxo e sem congestionamentos significativos.
Repetição de gargalos expõe necessidade de métricas urbanas
Trechos como a Avenida do Contorno, a ligação pelo Mocanguê e as vias coletoras da Zona Sul fazem parte de um mapa recorrente de engarrafamentos que se repete quase diariamente no tráfego niteroiense. A situação da Contorno é ainda mais delicada por concentrar tanto a circulação local interna quanto o fluxo de veículos que buscam a travessia intermunicipal.
O caráter diário dessas retenções indica que a questão ultrapassa o simples registro de ocorrências pontuais de trânsito. A avaliação estrutural da malha urbana de Niterói requer o monitoramento contínuo de dados consolidados, tais como a duração média das retenções, a extensão diária dos congestionamentos e o impacto por faixa de horário. O acompanhamento sistemático desses índices é indispensável para aferir a eficácia das intervenções viárias e combater os nós crônicos da mobilidade da cidade.

