Niterói sedia congresso solar; usina de R$ 7,7 milhões exige prestação de contas

Niterói sedia congresso solar e enfrenta cobrança sobre usina

A eficácia dos investimentos públicos em sustentabilidade entrou no centro das discussões em Niterói. Embora o município venha destacando seus projetos na área fotovoltaica, a ausência de dados concretos sobre a economia gerada pelas novas estruturas mantém sob questionamento o retorno financeiro de iniciativas custeadas pelos cofres municipais.

Cobrança por transparência nos resultados do parque solar

O foco das atenções recai sobre o Parque Solar do Morro da Boa Vista, localizado no bairro de São Lourenço. Entregue à população em julho, o complexo teve um investimento de R$ 7,7 milhões do poder público municipal, com uma estimativa de gerar 150 mil quilowatts-hora por mês para abastecer prédios e serviços da administração local.

Contudo, a confirmação desse desempenho depende da divulgação de relatórios de medição efetiva. Para atestar a viabilidade da planta, o governo municipal precisa tornar públicos os números reais da eletricidade fornecida desde o início das atividades, além dos valores despendidos com manutenção e operação, comprovando se houve alívio de fato na conta de energia da cidade.

Debate técnico reúne especialistas na Cantareira

Paralelamente às cobranças por prestação de contas, a cidade recebe até sexta-feira (30) o XI Congresso Brasileiro de Energia Solar. Realizado na região da Cantareira, o encontro técnico é fruto de uma parceria que envolve a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Associação Brasileira de Energia Solar, reunindo comunidade científica e profissionais do setor.

Apesar da relevância das discussões acadêmicas sediadas no município, especialistas pontuam que eventos do setor não suprem a necessidade de auditoria e transparência na gestão pública. Sem a comprovação matemática do rendimento da usina, a redução de despesas propagada pela prefeitura permanece restrita ao campo das projeções teóricas.