Centenas de animais silvestres voltaram ao seu habitat natural após uma intervenção contra o comércio clandestino na Região Oceânica. A Guarda Ambiental de Niterói interceptou a venda irregular de 450 caranguejos-uçá e realizou a soltura imediata dos espécimes na área protegida do manguezal de Itaipu.
Proteção ambiental e devolução à natureza
O flagrante ocorreu em meio ao período reprodutivo da espécie, momento em que as populações ficam mais vulneráveis à exploração humana. Graças à pronta atuação dos agentes, toda a carga apreendida foi avaliada e reintegrada com segurança ao ecossistema de mangue, minimizando o impacto ambiental da captura indevida.
Calendário e restrições do defeso
A fase de resguardo biológico começou no dia 1º de outubro e impõe limitações rigorosas em todo o Estado do Rio de Janeiro. As medidas de preservação funcionam em duas etapas distintas:
Até o dia 30 de novembro, a proibição abrange tanto machos quanto fêmeas. Já ao longo de dezembro, o bloqueio continua exclusivamente para as fêmeas, garantindo o ciclo reprodutivo e a manutenção do equilíbrio da fauna marinha.
Atividades vetadas por lei
Enquanto as regras de proteção estiverem vigentes, ficam terminantemente proibidas as seguintes ações relacionadas ao caranguejo-uçá:
A captura em áreas naturais, a manutenção dos animais em cativeiro, o transporte, o beneficiamento e a comercialização. Qualquer uma dessas práticas configura infração ambiental, salvo em situações pontuais expressamente autorizadas pela legislação vigente.
Canais para denúncias da população
A fiscalização conta com o apoio dos moradores para coibir abusos contra a fauna. Quem presenciar a pesca predatória, o transporte suspeito ou a venda não autorizada de caranguejos pode acionar o Centro Integrado de Segurança Pública pelo telefone 153 para solicitar o envio de uma equipe ao local.

