O falecimento do corredor Jair Vieira Junior, de 53 anos, logo após completar os 42 quilômetros da Maratona de Niterói, colocou sob escrutínio os parâmetros de suporte emergencial e segurança adotados em competições de longa distância em território fluminense.
Atendimento médico e transferência hospitalar
O empresário participou da prova no dia 27 de setembro. Assim que cruzou a linha de chegada, ele começou a passar mal e recebeu os primeiros socorros ainda na estrutura médica montada na arena do evento. Em seguida, foi levado ao Hospital Municipal Carlos Tortelly, situado no Centro de Niterói, mas acabou falecendo na unidade de saúde.
Federação avalia endurecimento de protocolos
A fatalidade motivou a Federação Estadual de Atletismo do Rio de Janeiro a defender uma reformulação das exigências para competições de grande porte, com atenção redobrada aos recursos de socorro e à fiscalização das estruturas disponibilizadas aos inscritos.
Segundo o presidente da entidade esportiva, Robson Maia, a organização da corrida contava com o chamado permit, certificado formal que valida itens básicos do evento, como delimitação de rota, pontos de hidratação e quantitativo de veículos de resgate. A federação destacou, no entanto, que ainda aguarda o envio do relatório técnico conclusivo da etapa para analisar detalhadamente o caso e verificar se houve alguma inconformidade.
Posicionamento da empresa organizadora
Responsável pelo evento, a 3A Eventos declarou que cumpriu integralmente todos os requisitos legais e de segurança. A organizadora informou a mobilização de oito ambulâncias, cobertura de seguro contra acidentes, liberação expedida pelo Corpo de Bombeiros e autorização formal da federação. A empresa ressaltou também que o competidor recebeu assistência médica de maneira imediata ao apresentar os sintomas.
Sem a emissão do laudo conclusivo e a finalização da análise técnica da corrida, não existem elementos para vincular o óbito a omissões operacionais. Apesar disso, o ocorrido desencadeia uma revisão urgente sobre a abrangência das normas médicas vigentes e os mecanismos de fiscalização necessários para resguardar a integridade dos milhares de corredores que disputam maratonas no estado.

