Quem depende do deslocamento diário entre Niterói e o Rio de Janeiro enfrentou mais uma manhã complicada nas principais rotas da cidade. Na terça-feira (20), o tráfego travou corredores estratégicos que desembocam na Ponte Rio-Niterói, deixando motoristas presos em engarrafamentos que não aparecem nas medições oficiais de travessia.
Diferença entre o tempo oficial e a realidade do trânsito
Por volta das 7h30, a concessionária Ecovias Ponte estimava um tempo de percurso de 22 minutos no sentido Rio e de 13 minutos rumo a Niterói. No entanto, os números consideram apenas o trecho percorrido a partir das pistas da rodovia, sem contabilizar os quilômetros de retenção enfrentados pelos motoristas dentro do perímetro urbano.
Enquanto os painéis indicavam um fluxo relativamente controlado, condutores encontravam paradas quase totais em vias como a Avenida Marquês do Paraná. Houve relatos de passageiros que deixaram o bairro de Icaraí às 7h30 e, perto das 8h, ainda sequer haviam conseguido passar pelo Hospital Icaraí, evidenciando o ritmo excessivamente lento da circulação local.
Necessidade de comunicação integrada para o motorista
Essa lacuna entre o tempo de travessia sobre a Baía de Guanabara e o trajeto real tira a previsibilidade de quem precisa cumprir horários de trabalho e compromissos. O passageiro que parte de Icaraí ou de outras regiões de Niterói necessita de um panorama sobre todo o trajeto, e não apenas do período gasto após alcançar a rampa de acesso.
Para solucionar o problema e dar maior clareza aos cidadãos, especialistas apontam para a urgência de uma ação coordenada entre a NitTrans e a concessionária da Ponte. A divulgação integrada de gargalos nas vias municipais, do tamanho real das filas e de possíveis rotas alternativas é essencial para evitar surpresas e aliviar o desgaste dos trabalhadores que cruzam os municípios todos os dias.

